A Ação: Palavras que Brincam
O projeto Ponto de Cultura PALAVRAS QUE BRINCAM é uma ação desenvolvida pelo EMCANTAR visando a formação cultural em música e literatura na escola, com foco na vivência e criação artísticas. As atividades têm como público-alvo alunos e educadores das escolas públicas estaduais Padre Mário Forestan e Presidente Juscelino Kubistchek, em Uberlândia-MG. A partir de suas vivências nas oficinas, as crianças produzirão textos que serão publicados em livro e no blog do projeto, numa experiência capaz de reunir o desenvolvimento da criatividade, a democratização cultural e a inclusão social, sempre com a perspectiva de encantamento com o mundo que caracteriza o modo de ser do EMCANTAR.

PALAVRAS QUE BRINCAM é uma ação desenvolvida por meio do Programa Cultura Viva/Pontos de Cultura, em convênio com a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e Ministério da Cultura.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Circo Patoktovisk


Amanhã, dia 10/12, às 9h, acontecerá na Escola Estadual Padre Mário Forestan o evento de finalização das oficinas de música e literatura desenvolvidas em 2011.
Na ocasião acontecerá uma mostra com os resultados dos trabalhos realizados pelos educadores. Além disso, os alunos do 6º ano "C" apresentarão o espetáculo: O Circo Patoktovisk, e ainda, lançarão o livro Palavras que Brincam, que escreveram junto aos alunos da E. E. Presidente Juscelino Kubitschek.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pontos de Cultura se juntam, potencializam criatividades e reinventam Minas

Acontece entre os dias 18 e 20 de novembro, na Funarte (Belo Horizonte), a Teia Estadual 2011, evento que reunirá produtores e agentes culturais de diversos pontos de cultura de Minas Gerais. Os representantes dos projetos desenvolvidos no Triângulo Mineiro, conforme encaminhado na 1ª Teia Regional dos Pontos de Cultura, são Ana Paula Rabelo (EMCANTAR), Ricardo Oliveira (Trupe de Truões) e Kate Arabe (Pontão de Cultura). Confira o flyer e acompanhe novas informações a respeito voltando ao site do EMCANTAR: http://www.emcantar.org/


Crianças brincam e compartilham palavras




Palavras que Brincam realiza intercâmbio cultural entre escolas públicas
Momento é para conhecer amigos conquistados por meio de correspondências
Quem se lembra de trocar cartas com grandes amigos ou até mesmo escrever pedidos ao Papai Noel? A prática de correspondência faz parte da infância, da adolescência e já foi eternizada em grandes filmes nacionais e até mesmo na memória de pessoas que já viram sonhos serem realizados por meio de cartas escritas ou recebidas.
Além disso, essa prática incentiva a ler, a escrever, a se aventurar no mundo das palavras. Foi pensando nisso que o projeto Palavras que Brincam - Música e Literatura na Escola, do EMCANTAR, promoveu um trabalho de troca de correspondências entre alunos das escolas estaduais Padre Mário Forestan (Roosevelt) e Juscelino Kubistchek (Aclimação) ao longo de 2012.
Com atividades de incentivo à escrita e à imaginação, crianças e adolescentes participantes do projeto escreveram cartas e conheceram amigos com os quais trocaram ideias, segredos, expectativas... tudo por meio de cartas. E, o momento de ápice dessa trabalho será o Intercâmbio Cultural, momento de encontro no qual cada participante poderá conhecer pessoal o amigo com o qual se correspondia.
O encontro acontece no dia 10 de novembro, no clube CESAG, no bairro Alvorada. Na programação do dia, brincadeiras e piquenique para entrosamento entre os meninos e meninas, e ainda troca de experiências artísticas, literárias e musicais, uma vez que todos os participantes do projeto também farão em suas escolas apresentações culturais resultantes das oficinas do projeto.
Para mais informações sobre o projeto, acesse http://www.palavrasquebrincam.blogspot.com/
Serviço
O que: Intercâmbio Cultural Projeto Palavras que BrincamQuando: 10 de novembro de 8h às 10hLocal: Clube Cesag (R. Maria Augusta de Morais, 04. Conjunto Alvorada)Informações: http://www.emcantar.org/

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Contar histórias para sobreviver


Sherazade, personagem da obra As mil e uma noites passeia pelas escolas estaduais Padre Mário Forestan e Presidente Juscelino Kubitscheck e conta algumas de suas mil e uma histórias para os educadores.

Aos educadores ela apresenta o prólogo da obra, contando a história do rei da Pérsia, Chariar, que ao descobrir a traíção da esposa, manda matá-la e decide todas as noites desposar uma jovem e na manhã seguinte matá-la. Ela também contou como foi parar nas mãos do rei e como faz todas as noites para sobreviver... contando histórias, deixando o rei curioso.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pontos de Cultura do Triângulo e Alto Paranaíba realizam 1ª Teia Regional em Uberaba-MG.

O dia 24 de setembro foi marcante na história dos Pontos de Cultura do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A realização da primeira teia regional foi reflexo da capacidade de articulação e realização dos pontos dessa região, culminando na concretização de ideias e ideais, na apresentação de trabalhos consistentes que se realizam na cidade, na zona rural, na escola, no bairro, em qualquer canto em que fervilha a cultura.


Com participação de cerca de 50 pessoas, dentre ponteiros, artistas, representantes dos governos municipal, estadual e federal e produtores culturais, a Teia Regional dos Pontos de Cultura do Triângulo e Alto Paranaíba, que aconteceu no TEU - Teatro Experimental de Uberaba, contou com mais de 10 pontos de cultura, contemplando principalmente as áreas de música, percussão, capoeira, famílias rurais, dança, produção audiovisual, informática, fotografia, cinema, produção gráfica, além de um Pontão de Cultura, com atuação nas cidades de Araguari, Uberlândia, Uberaba, Araxá e Patos de Minas. Um verdadeiro exemplo de diversidade em que é possível construir coletivamente.

A abertura do evento contou com a fala de boas vindas da Fundação Cultural de Uberaba, uma das anfitriãs da Teia. Na ocasião, Ana Paula Rabelo, do EMCANTAR, também mencionou a importância histórica do dia, uma vez que era uma realização coletiva, com espírito de cooperação. "Esse é um evento realizado a muitas mãos. E esse é o verdadeiro espírito da teia", concluiu Ana Paula. Ao final da abertura oficial, uma belíssima apresentação do Quinteto de Cordas, de Uberaba.

Na sequencia, Mônica Profeta, representante da regional do Ministério da Cultura, iniciou sua fala, abordando pontos importantes no Programa Cultura Viva e na relação entre Estado e Pontos de Cultura. Segundo ela, a visão de cultura na atualidade reflete uma percepção de que "cultura é área estratégica para a dimensão cidadã e deve considerar o princípio de participação da sociedade na produção cultural". Na perspectiva do Estado, a visão de cultura está embasada na Constituição Federal e nos Direitos Culturais (direito à identidade, à diversidade, à participação na vida cultural, direito autoral e direito à cooperação cultural internacional).

Mônica também aprofundou nas dimensões da Cultura: simbólica, cidadã e econômica, que são os elementos que viabilizam a valorização da cultura enquanto produção, enquanto democratização do acesso aos bens culturais e ainda enquanto elemento estratégico para economia.

Após essa contextualização, Mônica abordou pontos do Programa Cultura Viva, reforçando seu ideal de ser um programa de acesso aos meios de formação, criação, difusão e fruição da cultura. Além de seus objetivos e estratégias, foram apresentadas suas principais bases, que podem ser vivenciadas no dia a dia de cada Ponto de Cultura: Autonomia, Protagonismo e Empoderamento.

Nesse sentido, Mônica conclui sua fala defendendo a cultura como dimensão simbólica e econômica e a capacidade brilhante de os Pontos de Cultura serem iniciativas que articulam e impulsionam um conjunto de ações que acontecem na comunidade. Para ela, esses conceitos devem cada vez mais ser entendidos no conjunto e expressos na experiência dos Pontos. E, um dos pontos-chave para o sucesso das iniciativas é o exercício da gestão compartilhada, que vai desde a democratização das ações no interior do ponto até a articulação em redes de atuação. Após a explanação de Mônica, foi aberto momento para perguntas e debate.


Uma pausa para almoço e troca de experiências. Com pontos e pessoas que se conheceram pela primeira vez, a oportunidade de saber mais sobre a realidade de cada grupo se dava nos momentos de intervalo, na exposição de trabalhos, em toda ocasião possível para conversar e conhecer mais.

E no período da tarde, mais um momento para discussão e aprofundamento nas questões pertinentes aos pontos da região. Por isso, Ana Beatriz Cunha, representante de Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura apresentou o modelo inovador de relacionamento com Pontos de Cultura e produtores culturais da região, uma vez que a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais está cada vez mais se localizando no interior para entender as necessidades dessas minas gerais que são muitas. Além da dimensão técnica desse trabalho, ela ressaltou a importância da valorização da produção cultural coletiva e a intenção do governo de Minas em cada vez mais articular, descentralizar e regionalizar a gestão cultural.



Após novo debate, foi momento de mais uma intervenção artística. Assim, foi apresentado um vídeo produzido em Patos de Minas via Pontão de Cultura do Triângulo em parceria com Ponto de Cultura Patureba. Após a exibição, uma roda de capoeira de outro Ponto de Cultura de Uberaba.

Antes de encerrar o encontro, os ponteiros fizeram o levantamento de 09 diretrizes que serão encaminhadas para a Teia Estadual dos Pontos de Cultura, a ser realizada em novembro, em Belo Horizonte. Além disso, foram discutidas também questões internas como a comunicação entre os Pontos de Cultura da região, sugerida a criação de um portal virtual para troca de informações entre os Pontos, validada a participação de todos nas redes virtuais já estabelecidas.

Ao final do encontro foram eleitos novos representantes da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a saber: Ana Paula Rabelo (EMCANTAR), Ricardo Oliveira (Trupe de Truões) e Kate Arabe (Pontão de Cultura). A finalização da Teia foi em alto estilo, com apresentação de um belíssimo coral, também Ponto de Cultura de Uberaba, entoando clássicos da música brasileira, emocionando ponteiros e deixando todos com o sentimento de missão cumprida.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Projeto: Avós, outros pais que temos no coração

Avós, outros pais que temos no coração é um projeto de contação de histórias e uma homenagem para as avós dos alunos da Escola Estadual Padre Mário Forestan. Ele foi idealizado pela professora Niry Kátia, mas, aos poucos, foi abraçado pelas professoras Flávia, Orli e Kátia.

A primeira etapa do trabalho foi realizada em julho, mês no qual é comemorado o dia das Avós. Um encontro bem aconchegante com quitandas, contações de histórias e apresentações artísticas aconteceu no dia 09 no pátio da escola.


A primeira apresentação foi realizada pelos aulnos da professora Niry Kátia. Vestidos de personagens da obra Menina Bonita do Laço de Fita da Ana Maria Machado, os meninos contaram a história do coelhinho que queria ter a cor negra igual a da menina bonita. Os alunos menores rodearam a apresentação e se deliciaram com a história, mas logo em seguida foi a vez deles apresentarem, em forma de brincadeira, a história do Terreiro da Vovó.

E, para finalizar o encontro, a professora Orli com seu personagem Vovó Orli contou A história da Coca de Bia Bedran e teve como coro os alunos, os pais e os avós presentes. Esse foi um convite para que nos próximos encontros os protagonistas, contadores de história, sejam os avós dos alunos da escola.

Em junho, os educadores participaram da última oficina do primeiro ano do Projeto Palavras que Brincam

Para encerrar e comemorar o primeiro ano do projeto foram realizadas, durante a oficina, muitas brincadeiras e atividades de criação não só como possibilidades para a sala de aula, mas também como forma de fruição e deleite.

A oficina foi iniciada com uma música de Dorival Caymmi, Maracangalha, não teve educador que não entrasse na roda e entoasse a marchinha de Carnaval com risos e com gosto de lembrança boa. Após terem recordado a letra, os educadores foram convidados a aprender uma coreografia simples com passos laterais no ritmo da música.

Em seguida, a educadora do projeto realizou a contação da história O dia em que o gato falou de Millôr Fernandes. Além de ampliar o repertório cultural dos educadores o texto suscitou um debate sobre o diálogo na sala de aula.

Os educadores fizeram uma comparação entre o texto e a prática educativa, na qual o educador repassa o conteúdo e os alunos apenas respondem a isso durante as avaliações. Eles pensaram então em diversas estratégias para transformar a aula expositiva em uma aula dialogada, na qual o aluno participa da construção de conceitos e do conhecimento. Outros conceitos surgiram durante o debate, tais como: Escola de Tempo Integral e PAV (Programa Acelerar para Vencer).

Depois do debate, os educadores foram convidados a brincarem de Lá em cima do piano e não teve menino grande que não se lembrasse de quando era pequeno. Várias foram as versões apresentadas para a mesma brincadeira e uma versão adaptada foi realizada para estimular a criatividade e criação dos educadores. Pela brincadeira, foram abordados elementos poéticos como rima e métrica.

Após a realização da parlenda Lá em cima do piano, os educadores foram convidados a lembrar de outras parlendas. Algumas brincadeiras, cirandas, ditados populares e trava-línguas também foram levantados e utilizados como material no planejamento de atividades para serem realizadas na sala de aula.

Outra atividade de criação também realizada foi com a música Versim, de Cleusa e Ênio Bernardes, na qual os educadores tiveram a possibilidade de formular sua própria versão para a letra a partir de combinações com as palavras da música e elaboração de outros finais para a mesma. No final da atividade, eles conheceram a verdadeira letra e se divertiram cantando a música.

Para finalizar a oficina de forma divertida, nada melhor que uma brincadeira! Em pares os educadores entraram no ritmo de Laranja com Laranja, brincadeira realizada também como possibilidade de um número diferente para ser apresentado na festa junina da escola.

Paródia da música O cravo e a rosa

Depois de ouvirem O cravo e a rosa , os alunos da professora Niry Kátia foram convidados a criarem suas versões para a letra da música. E os meninos criaram histórias a partir do cotidiano escolar deles.

A história abaixo, que é bastante divertida, foi criada pelos alunos Edson e Jefferson, que são grandes amigos, mas vivem pregando peças na professora Niry.

Contação de história e leitura na biblioteca

Veja o trabalho realizado semanalmente pela professora Maria das Graças da Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Martha Pannunzio na Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek.


O universo da leitura é fascinante. Ficar imerso numa história fantástica, avançar capítulos como se não houvesse amanhã, se identificar e se colocar no lugar de um personagem... são todas sensações únicas, que só um bom livro te permite experimentar.

Mas junto com a questão da fantasia, também surgem as dúvidas quanto a raiz de tudo aquilo. "Quem foi que escreveu essa história? Será que tudo aconteceu de verdade? Qual foi o estímulo do escritor para pensar nesse e naquele detalhe? Em quem ele se inspirou para criar os personagens?" Foi para fazer esses esclarecimentos e aproximar ainda mais as crianças da E. E. Juscelino Kubistchek à prática da literatura que a escritora Martha Pannunzio foi fazer-lhes uma visita, no dia 17 de junho de 2011, como uma atividade especial de desdobramento do Palavras que Brincam. É o projeto "Visita do Autor".

Martha, que já foi vereadora de Uberlândia, é conhecida pela sua histórica luta pelo estímulo à leitura nas escolas. Como professora, trabalhou durante 31 anos na rede pública de ensino e, como escritora, é responsável por livros premiados nacionalmente - "Veludinho" levou o Prêmio de Literatura Infantil em 1979 e "Bicho-do-mato" o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1986.

Em bate-papo com Martha na biblioteca da escola, as crianças participantes do Palavras que Brincam compartilharam as suas experiências de leitura, mencionando quais livros da autora foram lidos em sala de aula. Entre comentários empolgados vindos de meninos e meninas, "Veludinho" e "Era uma vez um rio" revelaram-se os livros preferidos da turma. As obras da escritora estão tematicamente bastante alinhadas com o projeto Palavras que Brincam, pois dissertam sobre a valorização da infância, proteção da natureza e a educação por meio da arte e da cultura.

Martha, que como as crianças gosta muito de conversar, falou de sua experiência como escritora a partir de uma abordagem bem lúdica e educativa, fazendo comparações entre "conceber um livro" e a prática de ler/escrever na escola o tempo todo. Sua participação no projeto Palavras que Brincam se deu de forma estimulante e crítica ao mesmo tempo, já que a escritora não perdia a oportunidade de "puxar a orelha" dos alunos sobre a relação com o meio ambiente. "O que vemos hoje é a humanidade inteira sendo regida pelos interesses de poucos, e a cultura e o meio ambiente não são prioridades para eles. Já que o adulto tem uma séria dificuldade em tomar atitude, então vamos trabalhar com a criança. Por isso, não desistam dessa luta", provocou Martha, como se estivesse falando com "gente grande".

Em uma das salas que visitou, Martha encontrou as paredes repletas de desenhos e redações inspiradas pelas histórias de seus livros. Ganhou presentes, cartas das crianças, lanchou com todos e finalizou o encontro convidando todos para visitarem a sua fazenda, um espaço tranquilo e grande, de pleno contato com o cerrado. "Vai ser um prazer receber vocês na minha fazenda. Lá poderemos ler e escrever juntos. Sem cobrança, sem restrições, sem limites. Porque é assim que a leitura têm que ser trabalhada".

As crianças do projeto trocam as primeiras cartas!!!

Os alunos participantes do Palavras que Brincam já começaram a trocar as primeiras cartas.

Confira as correspondências de Felipe e Any Beatriz.

Felipe é aluno do 5º ano "A" da Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek.

Any Beatriz é aluna do 6º ano "C" da Escola Estadual Padre Mário Forestan.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um olheiro pra lá de especial!




Célio Turino na sua vinda a Uberlândia, para uma conversa com os Pontos de Cultura do Triângulo Mineiro, esteve na E. E. Pe. Mário Forestan para conhecer o Projeto Palavras que Brincam.

Confira abaixo o que aconteceu nesse dia.

Um carteiro cansado adentra a sala nervoso, dizendo que já andou muito para entregar uma carta e que o destino só podia ser a E. E. Pe. Mário Forestan. Os alunos ficaram surpresos, mas as oficineiras logo corresponderam a reação ao ler na carta que tratava-se de uma resposta às inscrições no renomado Circo Patoktovisk.

"Toc toc toc" na porta. Para surpresa ainda maior das crianças, o "olheiro e dono do circo Patoktovisk” (personagem feito por Célio Turino), acabara de chegar para avaliar as habilidades artísticas dos inscritos. Depois de assistir aos números (um malabarismo com lenços e uma dança corporal coletiva), Célio Turino pegou um giz e se dirigiu ao quadro negro para explicar como funciona o seu "circo cultural".

"O meu circo vai se espalhando pelo Brasil. É como um ponto. São vários pontos de cultura espalhados. Todos interligados, um em cada lugar, mas em constante comunicação e atuação. Tem circo na aldeia indígena, em fazendas, em favelas, etc", disse Célio, adaptando o discurso da abrangência dos Pontos de Cultura que esclareceu na conversa com os professores para as crianças. "Mas para o circo circular bem, temos que seguir todos juntos, com dedicação e disposição".

Por fim, Célio Turino fez uma breve apresentação com o EMCANTAR lendo um trecho cantado de seu livro para as crianças.

Conheça a matéria da vinda do Célio Turino na integra pelo site www.emcantar.org

domingo, 19 de junho de 2011

Oficina com educadores

Na oficina de maio, as atividades realizadas tiveram o intuito de reforçar a estrutura do conto de fadas (narrativa mais conhecida pelos educadores e pelos alunos) e propiciar aos educadores a diferenciação entre a estrutura dessa espécie e a do conto de terror, trabalhado nas oficinas anteriores. Na oficina, os educadores também tiveram acesso e puderam apreciar obras cinematográficas e musicais que dialogam com os contos de fadas.

Para iniciar a oficina, foi realizada a leitura de parte da obra Onde tem bruxa tem fada de Bartolomeu Campos Queirós. Com a estrutura moderna e encantadora de conto, a obra aborda de forma lúdica a importância da fabulação para o ser humano.

Depois nas duas escolas foram realizadas apresentações artísticas que encantaram e apresentaram o tema a ser trabalhado aos educadores. Na escola Padre Mário, a apresentação foi feita por André Salomão, cantor e compositor araguarino que também integra o grupo EMCANTAR. Com a música de sua autoria Faz de Conta, o artista convidou a todos a se entregarem ao exercício de fabulação, necessário as atividades realizadas na sequência.

Já na escola Presidente Juscelino Kubitscheck, a abertura foi feita pelos alunos da professora Cleonice de Souza Resende. O trabalho contou com elementos cênicos e musicais. Os pequenos representaram os personagens da grande obra de Monteiro Lobato, Sítio do Pica-Pau Amarelo, e contaram a versão, as desculpas da Cuca para suas maldades, arrancando risos da platéia que se apaixonou pela vilã da história.

Essa apresentação fez parte do projeto Monteiro Lobato idealizado pela bibliotecária da escola, Maria Luíza da Silva. O projeto já é um dos resultados das oficinas com educadores do projeto Palavras que Brincam. Maria Luíza iniciou o trabalho com uma apresentação da biografia e da bibliografia do autor para os educadores e alunos do turno matutino, logo muitos educadores aderiram ao projeto e realizaram estudos das obras do autor. O trabalho reverberou e alguns educadores do turno vespertino começaram a realizar o trabalho com seus alunos. Além do aumento da leitura e empréstimo das obras do autor, o projeto resultou em um Sarau Literário, que contou com apresentação de várias turmas da escola, incluindo a turma da professora Cleonice.

Após a apresentação, foi realizada uma sessão de cinema com a obra Enrolados (Nathan Greno, Byron Howard), que conta a história da Rapunzel, um clássico da literatura infantil. Na versão do cinema, Rapunzel não se apresenta como uma princesa dócil e frágil, mas como uma garota esperta e com incertezas, rebeldias e curiosidades próprias da adolescência. O herói da história também se apresenta com características diferentes das apresentadas no clássico, suas características se aproximam com as de um anti-herói. Além disso, a história é narrada por um olhar que também participa da história e a todo momento dá seu parecer dos fatos.

Após a sessão, houve um debate sobre os elementos do conto a partir do filme e de trechos do texto A psicanálise dos contos de fada de Bruno Bettelheim, que contribui para o exercício de recriação de alguns contos. Além de brincarem com a estrutura já conhecida dos contos, os educadores se aventuram em outras linguagens artísticas, criando cenas e até um rap sobre a história de Chapeuzinho Vermelho.







terça-feira, 10 de maio de 2011

O que é sonho?

As crianças participantes do projeto compartilharam outras definições para sonho, veja:

Sonho é...

uma coisa que você vê e sonha

um pensamento
é a imaginação

quando a gente está apaixonado, aí ele vai ser romântico e delicado, cheio de sentimentos

quando se quer alguma coisa

quando você fica sensível

imagem do pensamento

dormir de olhos abertos


E você tem algum sonho daqueles que crescem e engordam a vida toda? O que acha de compartilhar com a gente?

Recebendo uma visita da menina Raquel

Depois de fazer uma visita aos professores, a menina Raquel, da obra A Bolsa Amarela de Lygia Bojunga, foi até às oficinas com alunos para contar a eles seus maiores sonhos: o de crescer e deixar de vez de ser criança, o de ser garoto ao invés de ser menina e o que desatou a crescer quando ela pensou o que seria quando crescesse, adivinhe qual é?

... o de ser escritora, ora!

As crianças escreveram para a menina Raquel e compartilharam seus sonhos, veja um deles:

Uberlândia 17 de março de 2011

Querida Raquel,

Olá Raquel estou com muita saudade de você, espero que você esteja bem.
Fiquei sabendo que você quer saber o que é sonho. Sonho pra mim é quando a pessoa sonha o que ela quer ser na vida.
O meu sonho é ser dentista e espero que ele seja realizado.

Beijos de Patrícia!!!

Patrícia Rodrigues Ferreira, aluna do 5º ano "A" da Escola Estadual Presidente Juscelino Kubitschek





Oficina com alunos

...Cantar, contar e brincar com as palavras criando uma poesia, escrevendo uma carta ou uma história de príncipes e princesas, heróis, mocinhos e vilões. Essa é a magia do Projeto Palavras que Brincam.









quarta-feira, 4 de maio de 2011

A brincadeira rola solta...

Começaram as oficinas com os alunos do Projeto Palavras que Brincam

BRINCADEIRAS

MÚSICA
HISTÓRIAS
PERALTAGENS

E quem disse que só os alunos escrevem?!


Para registrar atividades realizadas nas oficinas e propostas para a sala de aula, os educadores criaram de forma artística e poética seus Diários de Bordo. Uma ferramenta que servirá também para registrar expectativas e sonhos.

Oficina com Educadores

Aos educadores do projeto foram apresentados, durante a terceira oficina (17/02), a espécie fábula, um tipo de texto que tem a temática e linguagem muito próxima das crianças, e foram atraídos pelo desafio de desvendar a fábula A Raposa e o Bode, reescrita por Millôr Fernandes na forma de jogo entre prefixos e sufixos das palavras.


E, você, consegue organizar esse quebra-cabeça?


A Baposa e o Rode


Millôr Fernandes
Por um asino do destar, uma rapiu caosa, certo dia, num pundo profoço, do quir não consegual saiu. Um rode, passi por alando, algois tum depempo e vosa a rapendo foi mordade pela curiosidido. "Comosa rapadre" -- perguntou -- "que ê que vocé esti faza aendo?". "Voção entê são nabe?" respondosa a mapreira rateu. "Vem aí a mais terrêca sível de tôda a histeste do nordória. Salti aquei no foço dêste pundo e guardarar a ei que brotágua sim pra mó. Mas, se vocér quisê, como e mau compedre, per me fazia companhode". Sem pensezes duas var, o bem saltode tambou no pundo do foço. A rapaente imediatamosa trepostas nas coulhes, apoifre num dos xides do bou-se e salfoço tora do fou, gritando: "Adrade, compeus".

MORAL: Jamie confais em quá estade em dificuldém.
FOPOS DE ESÁBULA (Uma tentativa B.N. (Bossa Nova) de escrever as fábulas de Esopo na linguagem do tempo em que os animais falavam).

Educadores se preparam para disseminar a arte na escola


Você conhece Rompe-Ferro, Devora-Tudo e Traz-Manjares?
Você acredita em cachorro encantado?

Não?!
Então conheça a história Os Três Cachorros Encantados de Ludwing Bechstein.

Os educadores que participaram da segunda oficina, realizada no dia 10 de fevereiro, conheceram a magia dessa história, brincaram de Carrocinha e estão se preparando para disseminar a arte na escola.

A professora Maria das Graças de Sousa, da E. E. Presidente Juscelino Kubitschek, já começou esse trabalho, apresentando essa história para seus alunos.

Compartilhar sonhos que engordam a vida toda

Sonhar foi o tema da primeira oficina com os educadores que participam do projeto Palavras que Brincam.



Por meio da contação de história de a Bolsa Amarela de Lygia Bojunga, os educadores foram levados a se perguntar sobre seus sonhos pessoais e profissionais e a debaterem sobre a importância da fabulação e da contação de história como exercício de criação e imaginação.
Além da história, foram realizadas muitas brincadeiras para apresentação dos participantes e para estímular a escrita de uma carta para Raquel, personagem da obra.

Projeto Palavras que Brincam é apresentado às escolas


No dia 3 de fevereiro as escolas estaduais Padre Mário Forestan e Presidente Juscelino Kubitschek, localizadas na periferia de Uberlândia, conheceram o projeto Palavras que Brincam em uma reunião mesclada de risos, brincadeiras e expectativas.

Durante 3 anos, educadores e alunos participarão de oficinas de vivência e criação artística em música e literatura.